Após dias de diligências contínuas, a Polícia Civil do Piauí prendeu nesta quinta-feira (9), em Angical do Piauí, a mulher suspeita de agredir brutalmente uma idosa de 63 anos em São Gonçalo do Piauí. O crime, investigado como lesão corporal seguida de morte, causou forte comoção no Médio Parnaíba.
A prisão preventiva foi cumprida por equipes da Delegacia Seccional de Água Branca, que desde o fim de março vinham realizando buscas para localizar a investigada, identificada pelas iniciais T.M.C.A., de 30 anos.
Segundo a Polícia Civil, a suspeita estava foragida desde o dia do crime e foi capturada por volta do meio-dia, sendo encaminhada em seguida para Teresina, onde permanecerá à disposição da Justiça e passará por audiência de custódia.
O delegado Bruno Luís, titular da seccional, destacou o empenho das equipes no esclarecimento do caso.
“Desde o momento em que tomamos conhecimento do fato, nossas equipes iniciaram diligências para apurar as circunstâncias do crime. A prisão preventiva é resultado desse esforço conjunto, garantindo uma resposta efetiva à sociedade”, afirmou.
A vítima, Maria Lindalva (ou Lindalva Maria) Batista, tinha 63 anos e foi atacada dentro da própria residência, na Rua do Sol, em São Gonçalo do Piauí, no dia 29 de março, por volta das 15h. De acordo com as investigações, a agressão teria sido motivada por ciúmes, após a suspeita desconfiar de um suposto relacionamento entre seu companheiro e a idosa.

No local, segundo relatos colhidos pela polícia, a mulher iniciou uma sequência de agressões utilizando um pedaço de madeira. A vítima apresentava lesões na cabeça, no rosto e nas mãos, além de uma marca de mordida no braço. O companheiro da suspeita estava presente e chegou a intervir para tentar conter o ataque.
Mesmo ferida, Maria Lindalva foi socorrida e levada à Unidade Mista de Saúde Carlyle Guerra de Macedo, onde deu entrada consciente. No entanto, não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu no dia seguinte, em decorrência de uma parada cardíaca.
Testemunhas ainda relataram que, após o ataque, a suspeita teria falado abertamente sobre a agressão a populares e afirmado que retornaria caso a vítima sobrevivesse, o que aumentou o clima indignação na cidade.
O inquérito policial segue em andamento para o completo esclarecimento dos fatos,



