Em uma ação que promete redefinir a geopolítica latino-americana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou neste sábado (3) que forças americanas conduziram um ataque de grande escala contra a Venezuela, culminando na captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores. A operação, anunciada por Trump em sua rede Truth Social, ocorreu após meses de tensão crescente entre Washington e Caracas.
O que aconteceu?
Durante a madrugada, explosões foram registradas em Caracas e em outros três estados venezuelanos — Miranda, Aragua e La Guaira. Vídeos não verificados mostram helicópteros militares sobrevoando a capital, enquanto colunas de fumaça e incêndios tomavam áreas próximas a instalações estratégicas, como a Base Aérea de La Carlota e o Forte Tiuna, maior complexo militar do país.
Segundo fontes militares americanas, a captura de Maduro foi conduzida pela Delta Force, unidade de elite do Exército dos EUA, conhecida por operações de alto risco, como a que eliminou Abu Bakr al-Baghdadi em 2019. A operação teria ocorrido enquanto Maduro e Cilia dormiam, sem resistência significativa.
Trump classificou a ação como uma “operação brilhante” e prometeu revelar mais detalhes em coletiva marcada para as 13h (horário de Brasília), em Mar-a-Lago, na Flórida.
Por que isso é significativo?
A ofensiva americana marca a primeira intervenção militar direta dos EUA na América Latina desde 1989, quando invadiram o Panamá para capturar Manuel Noriega. Analistas apontam que o ataque não apenas visa desmantelar o regime chavista, mas também envia um recado estratégico ao mundo: os EUA estão dispostos a agir unilateralmente para proteger seus interesses.
Segundo diplomatas, a ação reforça a chamada “Doutrina Donroe”, versão contemporânea da Doutrina Monroe, que reafirma a América Latina como esfera de influência americana — agora em meio à disputa com a China, principal credora da Venezuela, com mais de US$ 60 bilhões em empréstimos.
Acusações contra Maduro
A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, confirmou que Maduro e Cilia Flores serão julgados em Nova York por narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína e posse de armas automáticas. “Eles enfrentarão toda a força da justiça americana”, declarou Bondi em publicação na rede X.
Washington acusa Maduro de liderar uma rede internacional de tráfico de drogas, enquanto Caracas sustenta que os EUA buscam controlar as reservas de petróleo venezuelanas — as maiores do mundo.
Reações internacionais
A operação provocou uma onda de reações globais:
Brasil: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou os ataques, classificando-os como “uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela” e pediu uma resposta vigorosa da ONU.
Colômbia e Cuba: Criticaram duramente a ação, chamando-a de “agressão imperialista”.
Argentina: Javier Milei celebrou a captura com a frase “A liberdade avança”.
União Europeia: Pediu contenção e respeito ao direito internacional, embora não reconheça a legitimidade das eleições que mantiveram maduro no poder.
China e Rússia: Condenaram a ofensiva, alertando para riscos à estabilidade global.
Impactos regionais
O ataque reacende temores de uma crise humanitária. A fronteira entre Brasil e Venezuela foi fechada pelo lado venezuelano, e autoridades brasileiras reforçaram a Operação Acolhida para lidar com um possível aumento no fluxo migratório. Estima-se que mais de 500 mil venezuelanos já vivem no Brasil, número que pode crescer exponencialmente.
Governos vizinhos alertam para o risco de escalada militar e instabilidade prolongada na América do Sul. “A crise venezuelana deve ser resolvida por meio do diálogo, não pela violência”, afirmou Gabriel Boric, presidente do Chile.
Fim do chavismo?
Apesar da captura de Maduro, o futuro político da Venezuela permanece incerto. Pela Constituição, o poder deveria passar para a vice-presidente Delcy Rodríguez, que exige uma “prova de vida” do líder chavista. A oposição, liderada por María Corina Machado, ainda não se pronunciou oficialmente.
Nos bastidores, especula-se que Washington prepara um governo de transição, embora Trump tenha evitado confirmar qualquer plano nesse sentido. Analistas acreditam que os EUA podem limitar sua ação à remoção de Maduro, sem buscar uma mudança completa de regime — ao menos por enquanto.
Um divisor de águas
Este episódio pode redefinir as relações hemisféricas. Para alguns, é um golpe fatal no chavismo; para outros, um precedente perigoso que fragiliza normas internacionais. Como resumiu um diplomata americano:
“O recado é claro: podemos fazer qualquer coisa, a qualquer momento e em qualquer lugar. Nos respeitem.”



