A morte de Lucas da Silva Oliveira, apontado pelas investigações como autor do assassinato do 3º sargento da Polícia Militar do Piauí José Arnóbio Farias Cardoso, abriu um novo capítulo em um dos casos criminais de maior repercussão recente no estado. O suspeito foi encontrado morto na manhã desta quarta-feira (19) dentro da Penitenciária Bispo Sebastião Alves de Souza, em Buriti dos Lopes, apenas poucos dias após sua prisão.
Segundo informações confirmadas pela Secretaria da Justiça do Piauí (Sejus) e por autoridades policiais, Lucas estava recolhido em uma cela de triagem, onde permanecia sozinho desde sua transferência para a unidade prisional. Ele foi encontrado durante os procedimentos de rotina realizados no horário do café da manhã.
As primeiras informações apontam para a hipótese de morte autoinfligida, mas a conclusão oficial dependerá dos laudos da Perícia Criminal e do Instituto de Medicina Legal (IML). A Polícia Judiciária, o Ministério Público e demais órgãos previstos em protocolo também foram acionados para acompanhar o caso.
Em entrevista divulgada pela imprensa, o delegado Abimael Silva informou que os indícios iniciais apontam para suicídio, mas ressaltou que apenas os exames periciais poderão confirmar a causa da morte. O delegado destacou ainda que não foram observados sinais aparentes de violência externa no corpo durante a análise preliminar.
Antes de ser encontrado morto, Lucas havia sido preso na madrugada de domingo (16), após cerca de 40 horas de buscas conduzidas por forças de segurança estaduais. A captura ocorreu poucos dias depois da morte do sargento Arnóbio, em Parnaíba.
O crime contra o policial militar gerou uma ampla mobilização policial. Imagens de câmeras de segurança registraram a ocorrência e passaram a integrar a investigação. Durante a operação para localizar o suspeito, três pessoas morreram em confrontos com equipes policiais e armas de fogo foram apreendidas.
Outro ponto que segue sob apuração é a participação de possíveis envolvidos na fuga e no apoio ao suspeito após o assassinato do militar. A investigação sobre a morte do sargento continua em andamento, inclusive em relação a outros alvos já identificados pelas autoridades.
Agora, além do inquérito que apura a morte do policial militar, a Polícia Civil deverá esclarecer as circunstâncias da morte de Lucas dentro do sistema prisional. A Sejus informou que abrirá uma sindicância administrativa para investigar o ocorrido



