A conquista histórica da Mata Futebol Clube — primeira equipe da zona rural a vencer o Campeonato do CSU em 25 anos, com uma vitória por 1 a 0 sobre o Ajax — virou motivo de comemoração incompleta e dor de cabeça. Seis dias após a final, realizada no dia 18 de abril, nem o campeão nem o vice receberam o prêmio em dinheiro prometido pela Prefeitura de Regeneração e pela Secretaria Municipal de Esportes.
A informação foi confirmada na noite dessa quarta-feira (22) e publicada em uma reportagem do portal 121.
Na ocasião, os times finalistas — campeão e vice — receberam troféus e posaram para fotos com cheques simbólicos, com valores estampados em destaque, dando a entender que o pagamento seria imediato. No entanto, até agora, o dinheiro não foi depositado, levantando questionamentos e críticas por parte dos envolvidos e da comunidade esportiva local. Para muitos, a cena acabou se resumindo a um verdadeiro “cheque sem fundo” (como ironizam os próprios atletas).
Segundo apurou o portal 121, apesar de toda a cerimônia de premiação realizada logo após a final, os valores anunciados publicamente ainda não foram pagos.
A ausência do pagamento no momento da premiação levanta dúvidas sobre a organização e o compromisso da gestão municipal com o esporte local. A crítica se estende tanto à Prefeitura quanto à Secretaria Municipal de Esportes, que promoveram a competição, mas falharam em cumprir uma etapa básica: honrar a premiação anunciada.
A final

Dentro de campo, a decisão foi digna da tradição do campeonato. A Mata Futebol Clube fez história ao vencer o Ajax por 3 a 1 e conquistar o título da 25ª edição do CSU, sendo a primeira equipe da zona rural a alcançar esse feito.
O Ajax, atual campeão, começou melhor, com maior posse de bola, mas encontrou dificuldades para transformar o domínio em chances claras. A Mata, por sua vez, soube se organizar e equilibrar a partida, levando perigo em momentos pontuais.
No segundo tempo, o jogo seguiu truncado e com poucas oportunidades. Quando a disputa por pênaltis parecia inevitável, surgiu o momento decisivo: após um cruzamento preciso, o jovem Juninho subiu bem e marcou de cabeça o gol do título, levando a torcida ao delírio.
A resenha e as dívidas

O problema tem se agravado fora de campo. Logo após a final, os dois times participaram da tradicional “resenha” de confraternização, onde ambas as equipes compraram bebidas e alimentos fiado em estabelecimentos locais, na expectativa de quitar as contas com o prêmio que já consideravam garantido. Agora, os credores estão cobrando, e os clubes se veem numa situação complicada: sem o pagamento da prefeitura, não têm como honrar as dívidas assumidas na comemoração.
Enquanto isso, o clima entre os jogadores é de frustração e cobrança. Como ironizam os próprios atletas: “Ganhamos, mas não levamos
Com informações : Canal 121



