Menos de dois dias após ser derrotado pelo presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou o Brasil em meio ao temor de uma possível prisão. Fontes ligadas ao governo dos Estados Unidos confirmaram que o parlamentar deixou o Brasil e está a caminho dos Estados Unidos, apesar da determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que entregasse seus passaportes à Polícia Federal.
A movimentação ocorreu em meio ao avanço de investigações que tramitam no STF e ao receio, manifestado por aliados, de que o senador pudesse ser alvo de novas medidas judiciais. Segundo relatos publicados pela CNN, pessoas próximas ao ex-candidato afirmaram que a possibilidade de deixar o país passou a ser discutida logo após a derrota eleitoral no segundo turno.
Um dia antes, Flávio havia declarado publicamente que cumpriria a decisão judicial. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o senador afirmou:
“Eu nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar.”
No entanto, o prazo determinado pelo STF expirou sem que os documentos fossem apresentados. Diante do descumprimento da ordem, a Polícia Federal cancelou os passaportes do parlamentar e passou a apurar as circunstâncias de sua saída.
Fontes do governo americano informaram à imprensa que Flávio segue para os Estados Unidos. Paralelamente, aliados do senador afirmaram que integrantes do entorno do presidente Donald Trump teriam apoiado a mudança e sinalizado disposição para discutir um eventual pedido de asilo, embora nenhuma decisão oficial tenha sido anunciada.
A possível fuga provocou desconforto dentro do próprio bolsonarismo. Reservadamente, aliados classificou a decisão como “inaceitável”, especialmente porque Flávio havia prometido liderar a reorganização da oposição ao governo Lula no Congresso Nacional. Um integrante do grupo resumiu o sentimento de incerteza afirmando que “o barco fica sem capitão”.
Além da derrota eleitoral, Flávio enfrenta investigações relacionadas a suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e apurações sobre o financiamento do filme Dark Horse. O senador nega todas as acusações e afirma ser alvo de perseguição política.
Juristas avaliam que o descumprimento de uma ordem judicial e uma eventual fuga internacional poderão ser utilizados como fundamento para medidas cautelares mais severas no futuro.
O episódio acrescenta um novo capítulo à crise enfrentada pelo bolsonarismo após a derrota presidencial e mantém em aberto o futuro político de Flávio Bolsonaro.



