Uma tragédia abalou profundamente a cidade de Regeneração, localizada a 145 km de Teresina. O pequeno Maycon Gabriel Siqueira Xavier, de apenas 5 anos, perdeu a vida por afogamento na piscina de uma residência onde sua mãe e avó realizavam serviços de limpeza. O incidente ocorreu no fim da tarde de segunda-feira, 11 de novembro de 2024, na Rua São Francisco, no centro da cidade.
A dinâmica exata do afogamento ainda está sendo investigada. Segundo informações da Polícia Militar do Piauí, tudo aconteceu de forma muito rápida. Enquanto realizavam a faxina, mãe e avó se distraíram por alguns instantes. Ao perceberem a ausência de Maycon, iniciaram uma busca pelo imóvel e o encontraram inconsciente, boiando na piscina localizada no quintal.
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que estava próxima ao local, foi acionada imediatamente e tentou reanimar a criança com os primeiros socorros. Infelizmente, Maycon não resistiu. Seu corpo foi levado ao Hospital Maria de Lourdes, onde o óbito foi confirmado pela equipe médica.
A morte precoce de Maycon Gabriel comoveu profundamente os moradores de Regeneração. Ele era aluno da escola municipal Minha Infância, que emitiu uma nota oficial lamentando a tragédia e prestando solidariedade à família enlutada.
Afogamento infantil no Brasil: uma realidade alarmante
O caso de Maycon Gabriel é mais um entre milhares que ocorrem anualmente no Brasil. Segundo o Boletim Epidemiológico da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), três crianças morrem afogadas por dia no país1. O afogamento é a principal causa de morte entre crianças de 1 a 4 anos de idade 2, sendo que 50% desses casos ocorrem dentro de casa, em locais como piscinas, banheiras, baldes e tanques.
Outros dados preocupantes incluem:
65% das mortes por afogamento em crianças até 9 anos ocorrem em residências1.
Crianças de 4 a 12 anos que sabem nadar ainda correm risco, especialmente por sucção de bombas em piscinas1.
No verão, os casos aumentam em até 40% devido ao maior contato com ambientes aquáticos3.
Meninos são maioria entre as vítimas, representando cerca de 76% dos casos fatais 4.
Prevenção: o caminho mais eficaz
Especialistas alertam que o afogamento é totalmente evitável com medidas simples de segurança:
Supervisão constante e próxima de crianças em ambientes com água.
Instalação de barreiras físicas em piscinas e áreas de serviço.
Uso de coletes salva-vidas certificados pelo Inmetro e pela Marinha.
Evitar brinquedos flutuantes que podem virar e prender a criança.
Esvaziar baldes, bacias e piscinas infantis após o uso.
A dor da perda de uma criança é irreparável, mas a conscientização e a prevenção podem salvar vidas. Que a história de Maycon Gabriel sirva como alerta e incentivo para que mais famílias adotem medidas de segurança em seus lares.
