Bruenque.com.brMUNDO'A hora da liberdade chegou': Trump anuncia ataque ao Irã e morte de Ali Khamenei em ofensiva conjunta com Israel

‘A hora da liberdade chegou’: Trump anuncia ataque ao Irã e morte de Ali Khamenei em ofensiva conjunta com Israel

Em uma escalada sem precedentes no Oriente Médio, os Estados Unidos e Israel lançaram uma operação militar coordenada de grande escala contra o Irã  nesse sábado, 28 de fevereiro. O ataque, batizado de “Operação Fúria Épica” pelo Pentágono, visa não apenas instalações militares e nucleares, mas também a cúpula do regime iraniano. Horas após o início dos bombardeios, o presidente americano, Donald Trump, anunciou que o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, foi morto.

“Khamenei, uma das pessoas mais maléficas da história, está morto”, declarou Trump em uma publicação na rede Truth Social, informação que foi posteriormente confirmada pela mídia estatal iraniana. Segundo relatos, o complexo residencial do líder em Teerã foi um dos alvos da primeira onda de ataques, que também teria matado parentes de Khamenei, incluindo uma filha e um neto, além de altos comandantes militares, como o chefe da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour, e o ministro da Defesa, general Aziz Nasirzadeh.

Em um pronunciamento em vídeo de oito minutos, Trump dirigiu-se diretamente ao povo iraniano e às forças de segurança do país.

“Para os membros da Guarda Revolucionária Islâmica, as Forças Armadas e todas as polícias, eu digo esta noite que vocês devem abaixar suas armas e ter total imunidade. Ou, na alternativa, enfrentar uma morte certa”, afirmou o presidente. Em um tom que remete a intervenções históricas, ele declarou: “Ao grande e orgulhoso povo do Irã, eu digo: a hora da sua liberdade chegou (…) Quando terminarmos de dominar o seu governo, ele será de vocês. Esta será provavelmente a sua única chance por gerações.”

Retaliação imediata e região em chamas

A resposta iraniana foi rápida e abrangente. A Guarda Revolucionária lançou uma onda de mísseis e drones contra Israel e países vizinhos que abrigam bases militares americanas, incluindo Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Arábia Saudita. O centro de serviços da Quinta Frota dos EUA, no Bahrein, foi atingido, assim como áreas residenciais em Abu Dhabi e Dubai, onde uma pessoa morreu e outras ficaram feridas. Em Israel, sirenes soaram por todo o país, e uma mulher morreu em Tel Aviv após a queda de estilhaços de um míssil interceptado.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta como uma medida para eliminar a “ameaça existencial” representada pelo programa nuclear iraniano. “Um regime terrorista assassino não deve possuir armas nucleares que lhe permitam ameaçar toda a humanidade”, disse Netanyahu, agradecendo a “liderança histórica” de Trump. Mais tarde, em referência à morte de Khamenei, ele sugeriu que o ataque criaria as condições para que o povo iraniano “remova o jugo da tirania”.

Reações mundiais

A comunidade internacional reagiu com misto de condenação e apelos por contenção. O governo brasileiro, por meio do Itamaraty, condenou a ação coordenada, destacando que os ataques ocorreram “em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz”. A Rússia classificou a ação como “imprudente”, enquanto China, França, Alemanha e Reino Unido pediram o fim das hostilidades e a proteção de civis.

Dentro do Irã, o clima é de choque e divisão. Enquanto a mídia estatal tenta organizar o luto e um conselho interino assume o governo, a população reage de forma contraditória. Vídeos nas redes sociais mostram cenas de pânico em algumas áreas, com pessoas correndo em busca de abrigo. “Estamos sendo mortos pelo regime e por Israel. Somos vítimas das políticas hostis deste regime”, desabafou Maryam, uma dona de casa de 54 anos, que deixava Teerã com a família.

Paralelamente, relatos da BBC Persian indicam uma sensação de alívio e até mesmo celebração em outros pontos, vinda de setores da população que há muito anseiam pela queda da teocracia. O príncipe herdeiro no exílio, Reza Pahlavi, ecoou esse sentimento, celebrando a “morte do criminoso Khamenei” e pedindo que o povo se prepare para a “vitória final”. Em meio à comoção, um iraniano expressou a angústia de quem se vê no meio do fogo cruzado: “Se eu morrer, não se esqueçam de que nós também existimos. Aqueles de nós que se opõem a qualquer ataque militar, aqueles de nós que se tornarão apenas um número nos relatórios de mortos”.

Com a internet quase totalmente bloqueada e escolas fechadas, o Irã entra em um domingo de incerteza.

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Um pouco sobre nós

José Pereira

O editor e fundador do portal bruenque.com.br. Há duas décadas joga no time do jornalismo da Rádio Tribuna de Regeneração: produziu e editou milhares de matérias, reportagens e entrevistas ao longo de 23 anos atuando na área.

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