A madrugada da última segunda-feira, 26 de janeiro de 2026, foi marcada por um homicídio de extrema brutalidade no bairro Vale Quem Tem, região leste de Teresina. Por volta das 6 horas da manhã, um homem, cuja identidade segue desconhecida, foi atacado a golpes de faca na Rua Estudante Lyara de Aquino. A violência do ataque foi tamanha que a vítima sofreu uma extensa lesão abdominal, resultando em evisceração – exposição das vísceras. Ele ainda conseguiu caminhar por parte da rua, mas veio a óbito após cair em uma calçada pública.
O delegado Genival Vilela, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que coordena as investigações, descreveu a cena à imprensa. “Pela análise do perito, o cadáver sofreu lesões, uma bastante extensa na região abdominal, que causou evisceração, e há lesões de defesa nos braços”, relatou.
Segundo Vilela, os peritos recolheram vestígios de sangue no chão que permitem reconstruir a trajetória do crime. “Esses vestígios nos dão mais ou menos a trajetória do fato, de onde ocorreu [a agressão] e onde a vítima caiu”, explicou.

A ação policial foi iniciada após um chamado ao 5º Batalhão da Polícia Militar, informando sobre uma discussão em um imóvel nas proximidades. Ao chegarem, os militares encontraram os vestígios de sangue e o corpo. A área foi imediatamente isolada para a preservação do local até a chegada das equipes da Perícia Criminal e do Instituto Médico Legal (IML), responsável pela remoção do corpo para exames.
Um dos principais desafios agora para a polícia esclarecer o crime é a falta de identificação da vítima. Em suas declarações, o delegado Genival Vilela enfatizou esse ponto. “Essa vítima, do sexo masculino, não foi identificada ainda. Até o momento, não apareceu ninguém que nos deu o nome ou o apelido dessa vítima. Estamos verificando ainda se ela é dessa região”, afirmou. A ausência de um nome dificulta os primeiros passos da investigação, que busca reconstituir os relacionamentos e possíveis motivos que levaram ao crime.
O caso segue sob a responsabilidade do DHPP. A equipe de investigadores trabalha agora em três frentes principais: confirmar a identidade do homem morto, buscar pistas sobre a autoria do homicídio qualificado e esclarecer a motivação por trás de um ataque de tamanha ferocidade. As lesões de defesa indicam uma luta pela vida, sugerindo um confronto direto e pessoal, linha que a polícia deve seguir prioritariamente.



