Uma grande ofensiva contra o crime organizado foi deflagrada na manhã desta terça-feira (16) em municípios do Médio Parnaíba, no Piauí. A ação, denominada Operação Soberania – Convergência Nacional, mobilizou diversas forças de segurança e teve como alvo integrantes de facções criminosas suspeitas de atuar em atividades ilícitas na região.
Coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a operação contou com o apoio de equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP) e do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). As diligências ocorreram simultaneamente nas cidades de Água Branca, Santo Antônio dos Milagres, São Gonçalo do Piauí, Angical do Piauí e Altos.

Até o momento, ao menos 10 pessoas foram presas, entre detenções em flagrante e cumprimento de mandados judiciais. Também foram executados 15 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. Durante a operação, foram apreendidos celulares, drogas, dinheiro em espécie e materiais ligados ao comércio de entorpecentes.
Segundo o delegado Bruno Luís, as equipes estão mobilizadas desde as primeiras horas da madrugada. “Desde as primeiras horas da madrugada, as forças de segurança estão atuando na operação. São mais de quinze alvos. Já foram realizadas várias prisões”, afirmou.
As investigações conduzidas pelo Ministério Público do Piauí apontam a atuação de integrantes das facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Bonde dos 40 em disputas pelo controle territorial, especialmente em áreas estratégicas do estado.
De acordo com o promotor William Luz, essas disputas têm impacto direto na violência local. “Eles têm disputado território e deixado dezenas de mortos, principalmente na região do Médio Parnaíba”, destacou.
Ainda segundo o promotor, a operação também busca desarticular estruturas financeiras ligadas às organizações criminosas, incluindo práticas de lavagem de dinheiro e uso de empresas de fachada. Parte das medidas também foi cumprida dentro do sistema prisional, onde alguns investigados continuariam exercendo influência externa.
“Estão sendo cumpridos mandados dentro do sistema prisional […] para evitar comunicação de pessoas que são faccionadas com liderança do lado de fora”, explicou.

A investigação tem como base a chamada Lei Antifacção, que fortalece o combate a organizações criminosas. O Gaeco informou que as apurações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar as responsabilidades dos suspeitos.
A operação segue em andamento e novas atualizações podem ocorrer até o fim do dia.



