Na manhã dessa quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026, uma força-tarefa da Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) deflagrou mais uma fase de uma operação de grande porte que desarticulou uma organização criminosa especializada em agiotagem e empréstimos ilegais. A ação, batizada de Operação Macondo, resultou na prisão de 15 pessoas e no bloqueio judicial de até R$ 1 milhão em ativos financeiros, atingindo alvos em três estados do Nordeste, 06 colombianos seguem colombianos foragidos.
Um dos suspeitos presos durante a operação foi detido na cidade de Amarante. Até o momento, a identidade do indivíduo, acusado de integrar o esquema de agiotagem, não foi divulgada pelas autoridades, que mantêm sigilo sobre os nomes dos investigados enquanto os procedimentos legais seguem em andamento.

De acordo com as investigações conduzidas pela Superintendência de Operações Integradas (SOI), o grupo atuava de forma estruturada, oferecendo crédito irregular principalmente a pequenos comerciantes e trabalhadores informais em várias cidades do Piauí, além de municípios do Maranhão e do Ceará. A prática criminosa, no entanto, vinha acompanhada de métodos violentos para a cobrança. As autoridades constataram que a organização utilizava coerção, intimidação e até controle territorial para garantir o pagamento das dívidas, explorando a vulnerabilidade econômica das vítimas.
A Justiça autorizou o cumprimento de 24 mandados de prisão temporária e a aplicação de medidas cautelares para outros nove investigados, totalizando 27 pessoas no alvo dos policiais. Paralelamente, 26 mandados de busca e apreensão foram executados. As diligências se estenderam por nove cidades: Teresina, Campo Maior, Esperantina, Floriano, Oeiras, Amarante e Picos, no Piauí; e ainda Timon, no Maranhão, e Tianguá, no Ceará, evidenciando a abrangência interestadual do esquema.
Uma das decisões judiciais mais impactantes foi a determinação de bloqueio de valores em contas bancárias vinculadas aos investigados, podendo chegar a R$ 1 milhão. A medida cautelar tem como objetivo impedir a dissipação de patrimônio que, segundo as provas colhidas, tem origem ilícita. As investigações apontaram que os suspeitos mantinham movimentações financeiras milionárias, totalmente desconexas com suas rendas formais declaradas, um forte indício da rentabilidade do esquema criminoso.
O superintendente de Operações Integradas da SSP-PI, delegado Matheus Zanatta, foi enfático ao comentar a operação. Em declaração à imprensa, ele destacou o compromisso institucional no combate a este tipo de crime.
“A Operação Macondo demonstra o comprometimento da Segurança Pública em combater organizações criminosas que exploram economicamente a população por meio da agiotagem, usando intimidação e coerção”, afirmou Zanatta. O delegado reforçou que o objetivo principal é a proteção dos cidadãos mais frágeis: “Nosso trabalho é proteger a população e desarticular essas estruturas que atuam à margem da lei”.
A operação contou com um aparato integrado considerável, coordenado pela SOI em conjunto com a Diretoria de Inteligência da Polícia Civil. Teve apoio operacional da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP), da Diretoria de Operações de Trânsito (DOT), do Núcleo de Operações com Cães e da Polícia Militar, através das Rondas Ostensivas Com Apoio de Motocicletas (ROCAM).
Os 18 presos foram conduzidos à sede da SSP-PI, onde aguardam os procedimentos legais. A operação representa a terceira fase da “Macondo”, que já havia realizado prisões anteriores, incluindo de estrangeiros, em fases anteriores, indicando a persistência das forças de segurança em desmontar redes de crédito ilegal que agem como verdadeiras franquias do crime, cobrando juros exorbitantes.
A ação reforça a atuação do estado no enfrentamento a crimes financeiros que se aproveitam da falta de acesso ao crédito formal a muitos trabalhadores, impondo um ciclo aterrorizando de endividamento.




