O corpo de Railson Alves da Silva, de 22 anos, natural de Regeneração, foi encontrado na manhã de quarta-feira (8), em uma área de matagal no povoado Cantinho Sul, zona rural de Teresina. O jovem, que trabalhava como camareiro em um hotel no Centro da capital, estava desaparecido desde a tarde do dia anterior. A Polícia Civil investiga o caso como execução, com suspeita de envolvimento de facção criminosa.
Segundo informações da Delegacia de Desaparecidos, Railson foi visto pela última vez por volta das 17h de terça-feira (7), após sair do trabalho. Ele teria informado à família que se encontraria com um amigo. Horas depois, parentes receberam imagens perturbadoras do jovem ainda vivo, com armas de fogo apontadas para seu rosto. A família registrou boletim de ocorrência às 22h, e o corpo foi localizado por populares na manhã seguinte.

A delegada Fernanda Novaes, responsável pela investigação inicial, confirmou que o corpo apresentava cinco perfurações por arma de fogo, sendo três na cabeça e duas na região lombar. “A família recebeu imagens dele sendo ameaçado. Isso indica que a execução foi premeditada. Ainda não há confirmação sobre o envolvimento com facções, mas essa é uma das linhas de investigação”, declarou a delegada em entrevista à imprensa.
O local foi isolado pela equipe do 17º Batalhão da Polícia Militar, sob comando do subtenente Nonato, até a chegada do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que assumiu o caso. O Instituto de Medicina Legal (IML) realizou a remoção do corpo e os exames periciais.
Histórico de violência envolvendo jovens de Regeneração
Esse não é primeiro o caso envolvendo o assassinato de um jovem natural de Regeneração na capital. Em agosto de 2017, Carlos Henrique Silva do Rosário, de 29 anos, também natural de Regeneração, foi executado com dois tiros na cabeça no bairro Torquato Neto, zona sul da cidade.
Na ocasião, três indivíduos encapuzados chegaram em um veículo, identificaram a vítima e efetuaram os disparos enquanto ele conversava com vizinhos. Um morador da região foi atingido por um tiro de raspão e socorrido antes da chegada da polícia.
Perfil da vítima
Conforme relato dos familiares, o jovem não possuía antecedentes criminais, tampouco qualquer vínculo com organizações criminosas ou envolvimento com substâncias ilícitas”, informou a delegada Fernanda Novaes.
A delegada Fernanda Novaes reforçou que, até o momento, não há indícios concretos de que Railson estivesse vinculado a qualquer organização criminosa. “A investigação está em curso e todas as hipóteses estão sendo consideradas. O fato de a família ter recebido imagens antes da execução é um elemento grave e será tratado com prioridade”, afirmou.
Investigação
O DHPP segue com as diligências para identificar os autores do crime e esclarecer a motivação. A polícia trabalha com a hipótese de que Railson tenha sido atraído para uma emboscada, possivelmente por alguém conhecido. A análise de imagens, registros telefônicos e depoimentos será fundamental para o avanço das investigações.
