Bruenque.com.brMUNDOIrã confirma morte de Ali Khamenei após ataque de EUA e Israel; decreta 40 dias de luto e promete reação implacável

Irã confirma morte de Ali Khamenei após ataque de EUA e Israel; decreta 40 dias de luto e promete reação implacável

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, morreu neste sábado, 28 de fevereiro de 2026, durante um ataque de Estados Unidos e Israel, segundo confirmação da mídia estatal iraniana. A morte do dirigente, que governava o país desde 1989, inaugura um período de profunda incerteza política e militar no Oriente Médio.

Após horas de negativas oficiais, a agência estatal Fars informou que “o líder supremo da Revolução foi martirizado”, acrescentando que Khamenei morreu enquanto cumpria suas funções em seu local de trabalho.

O gabinete do governo iraniano decretou 40 dias de luto nacional e sete dias de feriado geral, classificando o episódio como um “crime” que “marcará uma nova página na história do mundo islâmico e do xiismo”.

A ofensiva ocorreu no contexto de uma operação militar de grande escala lançada na madrugada de sábado, que incluiu bombardeios a alvos estratégicos em Teerã e em outras cidades iranianas.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa internacional com base em dados do Crescente Vermelho, os ataques deixaram 201 mortos e 747 feridos. Além de Khamenei, autoridades iranianas e fontes estrangeiras relataram a morte de altos comandantes militares e assessores ligados à segurança nacional e ao programa nuclear do país.

Antes da confirmação oficial do Irã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou publicamente a morte do líder iraniano em uma rede social. Em sua declaração, afirmou: “Khamenei, uma das pessoas mais malignas da História, está morto”, acrescentando que os bombardeios continuariam “pelo tempo que for necessário” para alcançar a “paz no Oriente Médio e no mundo”. Trump também declarou esperar que integrantes das forças de segurança iranianas abandonem o regime e se alinhem à população.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, havia declarado mais cedo que havia “muitos sinais” de que Khamenei não estava mais vivo e afirmou que forças israelenses destruíram um complexo utilizado pelo líder supremo em Teerã. Em pronunciamento, Netanyahu fez um apelo direto aos iranianos: “Não percam a oportunidade. Esta é uma oportunidade que surge uma vez por geração”.

O governo iraniano reagiu com forte retórica. Em nota oficial, declarou que “este grande crime jamais ficará sem resposta” e prometeu fazer “com que os autores e mandantes deste grande crime se arrependam”. Declarações atribuídas a dirigentes do regime e à Guarda Revolucionária reforçaram a disposição de retaliar os ataques, enquanto mísseis e drones foram lançados contra alvos israelenses e bases americanas em países do Golfo.

Como parte das medidas de segurança, Teerã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa parcela significativa do petróleo comercializado no mundo, aumentando o temor de impactos econômicos globais.

A morte de Ali Khamenei deixa em aberto o futuro da liderança iraniana. Embora a Constituição do país preveja mecanismos de sucessão, analistas avaliam que a continuidade dos ataques e o ambiente de guerra podem inviabilizar uma transição institucional imediata.

Em meio a luto oficial, ameaças de retaliação e instabilidade regional, o Irã entra em um dos momentos mais críticos desde a Revolução Islâmica de 1979.

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José Pereira

O editor e fundador do portal bruenque.com.br. Há duas décadas joga no time do jornalismo da Rádio Tribuna de Regeneração: produziu e editou milhares de matérias, reportagens e entrevistas ao longo de 23 anos atuando na área.

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