A Polícia Civil do Piauí concluiu a investigação sobre a morte de Antônio Marcos Vieira de Araújo, conhecido como “Piunga”, assassinado em 10 de maio de 2025, na zona rural de Jardim do Mulato. O inquérito resultou no indiciamento de dois homens por homicídio qualificado, entre eles um ex-conselheiro tutelar que exercia a função na época do crime e um familiar dele. O caso agora segue sob análise da Justiça após o oferecimento de denúncia pelo Ministério Público.
Segundo a apuração conduzida pela Delegacia de Polícia Civil de Amarante, o jovem de 23 anos foi morto em uma estrada vicinal de acesso ao povoado Carlos Veloso. Laudos periciais apontaram que a vítima sofreu disparos de arma de fogo e golpes de arma branca, reforçando a hipótese de participação de mais de uma pessoa na ação criminosa.
A investigação se estendeu por vários meses e reuniu provas obtidas por meio de perícias, cumprimento de mandados judiciais e análise de dados extraídos de aparelhos celulares apreendidos. De acordo com a Polícia Civil, esse material revelou comunicações entre os investigados que indicariam monitoramento prévio da vítima, incluindo informações sobre seus deslocamentos e localização.
Um dos pontos centrais da investigação foi a reconstrução da dinâmica do crime a partir das evidências digitais. Conforme declarou o delegado Saul Laurentino, responsável pelo caso. os autores buscaram um lugar ermo, uma estrada vicinal do interior, que não tivesse testemunha, que não tivesse também câmeras de segurança, o que dificultou bastante o trabalho da Polícia Judiciária.
O delegado destacou ainda o esforço técnico empregado na elucidação do homicídio. “Foi uma investigação complexa. Exigiu um trabalho minucioso da Polícia Civil em parceria com a Polícia Científica”, afirmou.
A Polícia Civil sustenta que existem indícios de preparação prévia e atuação coordenada dos investigados. Apesar do indiciamento e da denúncia apresentada pelo Ministério Público, a responsabilização criminal dependerá do julgamento do caso, sendo assegurados aos acusados o direito à ampla defesa e à presunção de inocência.



