O prefeito de Angical do Piauí, Bruno Neto (MDB), iniciou uma mobilização nas redes sociais em busca de apoio para conseguir autorização do seu plano de saúde para um tratamento estimado em R$ 3 milhões contra a leucemia, o gestor informou que enfrentou a terceira recaída da doença desde o diagnóstico e que a equipe médica avalia novas estratégias para combater o avanço do câncer.
Em vídeo publicado no domingo (11), ele pediu apoio da população para sensibilizar a operadora Cassi a liberar a terapia CAR-T Cell, indicada pela equipe médica.
No vídeo, Bruno Neto pediu que os seguidores comentem na publicação a mensagem:
Libera @cassi.saude
Ele faz o apelo como forma de pressionar e sensibilizar a operadora para autorizar o tratamento CAR-T Cell.
Segundo Bruno, a recaída mais recente foi identificada em setembro, após uma longa batalha marcada por cirurgias, internações e um transplante de medula óssea realizado em 2025. Ao compartilhar sua situação, ele relembrou os momentos mais difíceis enfrentados ao longo do tratamento.
“Cada dia que passa as coisas estão ficando um pouquinho mais difíceis, apesar da gente ser muito forte e conseguir superar todas essas batalhas”, declarou.
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De acordo com o prefeito, os especialistas apresentaram duas possibilidades terapêuticas. A primeira é a realização de um segundo transplante de medula óssea, tendo como potenciais doadores um irmão e o filho de 13 anos, que passará por exames de compatibilidade. A segunda alternativa é a terapia CAR-T Cell, método que utiliza células de defesa do próprio paciente modificadas em laboratório para combater as células cancerosas.
Bruno explicou que o transplante representa um caminho mais longo e desgastante, exigindo uma permanência prolongada em São Paulo. “Eu tenho que vir aqui para São Paulo, passar mais ou menos seis meses aqui para poder tentar a eficácia do segundo transplante”, afirmou.
A terapia CAR-T Cell é considerada pela equipe médica como uma das opções mais promissoras para o caso. Conforme relatado pelo prefeito, o procedimento tem custo estimado em R$ 3 milhões e depende da autorização do plano de saúde para ser iniciado. Apesar do valor elevado, ele fez questão de ressaltar que não busca arrecadações financeiras.
O traramento utiliza linfócitos do próprio paciente modificados em laboratório no exterior, teria eficácia de 82%.
“Não estou aqui para poder pedir vaquinha para ninguém, graças a Deus, mas também não tenho esse dinheiro”, disse.
Diante da espera por uma resposta da operadora, Bruno convocou amigos, familiares e apoiadores para participarem de uma mobilização nas redes sociais. O objetivo é sensibilizar o plano de saúde e acelerar a análise do pedido.
“Eu quero uma manifestação, eu quero uma onda para que a gente consiga sensibilizar o plano de saúde e ele não negue esse tratamento para mim”, pediu.
A Cassi tem 21 dias para responder à solicitação. As negociações começaram na sexta-feira (9) e devem continuar na terça-feira (13). Caso haja negativa, Bruno afirmou que pretende recorrer à Justiça, embora reconheça que o processo pode ser demorado. Por isso, decidiu pedir mobilização pública.
Mesmo diante da nova fase da luta contra a doença, o prefeito mantém o otimismo. A expectativa é receber alta nos próximos dias, retornar temporariamente ao Piauí e continuar acompanhando as definições médicas, alimentando a esperança de voltar à rotina após mais de dois anos de tratamento.



