O crescimento dos crimes praticados pela internet tem preocupado autoridades e moradores da região do Médio Paranaíba piauiense. Dados divulgados pela Polícia Civil apontam que a Delegacia de Amarante registrou, somente em 2026, cerca de 300 boletins de ocorrência relacionados a golpes e fraudes virtuais. Os casos envolvem moradores de Amarante, Regeneração, Jardim do Mulato e Angical do Piauí.
Segundo o delegado Saul Laurentino, a unidade tem recebido, em média, sete denúncias por semana envolvendo crimes praticados por meio digital. Embora boa parte dos golpes resulte em prejuízos entre R$ 1 mil e R$ 2 mil, houve casos mais graves. Em uma das ocorrências registradas pela delegacia, a vítima perdeu R$ 40 mil.
De acordo com o delegado, os impactos dessas fraudes são ainda maiores porque a maioria das vítimas é formada por trabalhadores de baixa renda. Ele destacou que valores aparentemente menores podem representar um prejuízo significativo para famílias que vivem com orçamento limitado.
As investigações mostram que os criminosos utilizam principalmente plataformas como WhatsApp, Facebook, Instagram e grupos de mensagens para atrair vítimas. Entre as armadilhas mais comuns estão falsas negociações de motocicletas, celulares e outros produtos anunciados por preços muito abaixo do mercado.
Em alerta à população, Saul Laurentino orienta que os consumidores desconfiem de ofertas excessivamente vantajosas e evitem realizar pagamentos antecipados para pessoas desconhecidas.
“Primeiro, desconfie de produtos anunciados por preço muito abaixo do valor de mercado. Muitas vezes o golpista utiliza esse artifício para atrair a vítima.”
O delegado também chama atenção para o chamado “golpe do intermediário”, modalidade em que criminosos copiam anúncios verdadeiros, se apresentam como intermediários da negociação e recebem o dinheiro sem que comprador ou vendedor percebam a fraude.
“Nunca faça pagamentos antecipados ou transferência via PIX para pessoas que vocês não conhecem.”
Outro alerta é para não confiar apenas em comprovantes enviados por aplicativos de mensagens.
“Hoje tem inteligência artificial até para poder maquiar todas essas fotos.”
A recomendação final da Polícia Civil é simples: confirmar a identidade de quem está negociando, evitar decisões apressadas e desconfiar de qualquer proposta que pareça boa demais para ser verdade. Com o aumento dos casos, a prevenção continua sendo a principal arma contra os crimes virtuais.



