O vereador Samuel da Real foi o destaque da 13ª edição do Vilacast, programa de entrevistas comandado pelo radialista e Secretário de Cultura de Regeneração, Vavá Vasconcelos. Exibido todas as quartas-feiras, às 19h, no YouTube, o Vilacast recebe figuras influentes da política, do esporte, da cultura e outros nomes que se destacam na cidade de Regeneração.
No rastro do Eucalipto

Natural da cidade de Jequié, no estado da Bahia, Samuel Oliveira Santos chegou a Regeneração no rastro do eucalipto. Traduzindo melhor: Samuel desembarcou na Terra de Bruenque como funcionário da multinacional Suzano Papel e Celulose.
Sua missão era clara — ajudar a Suzano a levantar aquele que, na época, seria o maior empreendimento privado do mundo no setor: uma fábrica de celulose na cidade de Palmeirais, que seria totalmente abastecida por produtores locais.
A Suzano prometia que o negócio seria um verdadeiro passaporte para a riqueza e desenvolvimento do Piauí. Mas o que parecia uma oportunidade histórica revelou-se um presente de grego. O projeto fracassou.
Com o fracasso das plantações de eucalipto e da fábrica, o destino de Samuel Oliveira Santos parecia traçado: inevitavelmente, ele voltaria para Jequié, carregando nas malas uma grande frustração. Porém, algo inesperado aconteceu.
O empresário Tiago Junqueira, um dos mais prejudicados — e também o que mais teve prejuízos com o abandono da Suzano — havia observado a competência e eficiência de um funcionário da multinacional. Admirava profundamente a forma como esse empregado trabalhava e administrava os negócios da empresa. Esse funcionário era Samuel Oliveira.
— O que me trouxe para o Piauí na época foi a empresa Suzano. Vim prestar serviço para a Suzano, na época mexendo com eucalipto (…). O contrato com a Suzano rompeu em 2014, e o dono da empresa, Doutor Thiago, pediu que eu permanecesse na empresa trabalhando, agora para trabalhar com ele, cuidar da parte da fazenda, de grãos. Ele queria organização semelhante à da Suzano. A diferença é que, na época da Suzano, a gente tinha uma grande fiscalização, uma porrada de documentos e procedimentos. Aqui, ele queria documentos e procedimentos e não precisava ninguém cobrar. Ele queria que a empresa dele andasse redonda, bem ajustada, bem alinhada, com tudo na mais tranquila organização — disse Samuel Oliveira.
Entrada na política
Em 2020, Samuel se candidatou à Câmara de Vereadores de Regeneração e saiu vitorioso, conquistando uma das 11 vagas do Parlamento da cidade.
Sobre esse novo capítulo em sua vida, Samuel revelou no Vilacast que jamais imaginou entrar no mundo da política. Aliás, ele disse que, assim como uma grande parcela da população, tinha sua desilusão com a política e os políticos.
— Nem passava pela minha cabeça um dia entrar em política. Eu era como o cidadão normal, para dizer assim: eu tenho é raiva de política! Não fala em política perto de mim, não! (risos). E aí, quando alguém vinha falar… vixi Maria! Eu dizia: pelo amor de Deus, para! Política, futebol e religião ninguém discute. E a vida vai nos ensinando. Dia após dia, a gente vai aprendendo uma coisa diferente. Não passava pela minha cabeça ser político — revelou Samuel Oliveira.

Samuel ainda contou no programa de entrevistas que foi o próprio patrão, Tiago Junqueira, quem o incentivou a entrar na vida política. A razão disso era simples. De acordo com o vereador, quando Tiago Junqueira olhava para os balancetes sociais da empresa Real Agropecuária, via que Samuel ajudava muitas pessoas. Além disso, gostava de resolver problemas que afligiam a comunidade local — mazelas sociais que eram de responsabilidade do poder público, em outras palavras, da própria Prefeitura ou do Estado mesmo — mas ele tomava a frente e resolvia.
Assim como já havia enxergado suas qualidades como bom empregado da Suzano, mais uma vez Tiago Junqueira percebeu que, se Samuel Oliveira capitalizasse na política todo o seu lado humano, a grande vontade de ajudar o próximo, somado ao bom gestor que era, Regeneração e o povo teriam muito a ganhar com o baiano na vida pública. Samuel até brincou que seu nome é sinônimo de socorro
O Surgimento do “SOS” de Regeneração
Samuel Oliveira Santos, natural de Jequié, Bahia, chegou ao Piauí como funcionário da multinacional Suzano Papel e Celulose. Com o tempo, passou a atuar na empresa **Real Agropecuária, onde seu perfil proativo e solidário começou a se destacar. Foi nesse contexto que nasceu o apelido carinhoso: SOS — Samuel Oliveira Santos.
— Meu nome é SOS, Samuel Oliveira Santos. Então as pessoas tinham o costume já de procurar o Samuel para resolver qualquer demanda. E eu vinha atendendo um colaborador ou outro, uma comunidade, um vizinho. Eu comecei a ficar conhecido por algumas ações através da empresa Real. Então, com a estrutura que a empresa tinha e me deixando disponível, eu sempre usando com responsabilidade, a gente começou fazendo algumas mobilizações. Era uma água para alguém no interior, era um caminhão, era uma viagem com alguém. Sem falar na amizade que você vai constituindo durante um tempo.
O Chamado para a política
O envolvimento de Samuel com causas sociais não passou despercebido. Seu patrão, Doutor Tiago Junqueira, acompanhava de perto os relatórios financeiros da empresa e notava o impacto das ações assistenciais lideradas por Samuel.
— Quando nós prestávamos contas do financeiro da empresa, o Doutor Tiago conseguia visualizar nos relatórios as despesas voltadas para assistencialismo. Era de um patrocínio, era isso ou aquilo outro, era uma construção. E as pessoas me comoviam e eu acabava comprando a briga, a ideia, e chegava nele. Naquele momento ele aceitava. Depois ele chegou para mim e falou: Cara! Tu tem que lançar teu nome para ser vereador, porque né possível, você tá hoje demais. Lança teu nome para candidato a vereador. Se você ganhar, você ganhou. Se você não ganhar, você volta para cá e fica aqui. E aí eu aceitei, rumbora lá, e aí foi lançado o nome para vereador — revelou Samuel.
A sacada de Tiago era simples e óbvia, o SOS poderia fazer muito mais a diferença na vida das pessoas através da política.
Cidadão Regenerense

Há 14 anos em Regeneração, o homem que nasceu em Jequié na Bahia e se formou em Ciências Contábeis, não é mais um forasteiro, como costumam ser chamadas pessoas que não nasceram no município. Em 2014, Samuel recebeu da Câmara de Vereadores, o desejado título de Cidadão Regenerense, e o político já deixou claro, que não tem mais o desejo de voltar a morar na terra onde nasceu. Pai de 04 filhos, sua vontade é morar para sempre na terra que tão bem o acolheu.
— Hoje eu me considero regenerense. Meus filhos não são daqui, mas os filhos dos meus filhos vão ser daqui. Eu gosto de estar nesse lugar, porque os filhos dos meus filhos vão ser daqui. Pessoas regenerenses, muitas vezes, não acreditam no seu município: “Rapaz, aqui não vai pra frente não”. Eu já escutei muito isso: “Aqui não tem jeito, aqui nada muda”. Se você, que mora aqui, filho daqui, não acredita, quem vai acreditar? Então, primeiramente, nós precisamos acreditar. E quando nós acreditamos no nosso município, acreditamos no nosso potencial, nas nossas raízes, a gente também tem que acreditar na política.
Comunidade Terapêutica Regenerar
De fato, a atuação do vereador Samuel da Real é fortemente voltada para causas sociais. Uma das bandeiras que ele abraçou foi a luta contra a dependência química. Não foram poucos os dependentes de álcool e drogas que o próprio parlamentar pegou, colocou em seu carro e levou para se tratar em clínicas da capital. Mas o vereador foi além.
Samuel ajudou diretamente na implantação da primeira Comunidade Terapêutica para tratar dependentes químicos de Regeneração — e a única em todo o Médio Parnaíba.
A CTR (Comunidade Terapêutica Regenerar) foi construída em um terreno doado por Samuel. A comunidade está funcionando na localidade Barreiro. Hoje, a casa abriga 12 usuários, que lutam para se livrar da dependência. Samuel Oliveira diz se orgulhar do pioneirismo de Regeneração:
— Eu, Samuel, vereador, que cheguei agora na política, nessa situação tô sendo pioneiro. Se você pegar: Água Branca, não tem; Hugo Napoleão, não tem; Amarante, não tem; Angical, não tem; Tanque, não tem; São Gonçalo, não tem. Regeneração